Município

A Casa de Bragança, em princípios do Século XVII, mandou construir um edifício destinado ao funcionamento da Câmara Municipal, situado no centro da vila de Sobrado. Neste prédio, as repartições camarárias dispersavam-se pelo primeiro andar, com acesso por uma escadaria, destacando-se no topo o brasão dos Duques de Bragança. No rés do chão ficava o espaço da cadeia, dividido em duas salas, uma para homens e outra para mulheres, conforme determina a característica do gradeamento das janelas, tendo estado ao serviço até à década de setenta do século passado. Sendo exíguas estas instalações, a edilidade paivense aprovou no final do século XIX, a construção de um edifício de raiz, mais amplo e com outra dignidade, para alojar os Paços do Concelho. O edifício da cadeia, como assim lhe chamam os paivenses, serviu mais tarde, para acolher diversos serviços, como o Posto de Turismo, Salas de Exposição e, no primeiro piso, o Posto da GNR. Assim, e graças ao respeito e autoridade que tinha o Conde de Castelo de Paiva, a Câmara Municipal foi autorizada a contrair um empréstimo para esse fim, através de um Decreto publicado em Fevereiro de 1898. Por decreto de 7 de Maio de 1902, a Câmara Municipal foi autorizada a contrair novo empréstimo para prosseguir com as obras, que nesse ano ficaram concluídas ao nível de pedreiro. No decorrer da obra, e para além dos empréstimos contraídos, que não chegaram para cobrir a despesa final, a autarquia viu-se na necessidade de aumentar os impostos, pelo que chegou a reunir os 40 maiores contribuintes do concelho para deliberarem sobre o aumento por cinco anos, em alguns bens essenciais e bebidas alcoólicas, de forma a poder concluir a empreitada. Recorda-se que, a primeira pedra do novo edifício foi colocada, em ambiente de pouca solenidade, no dia 19 de Maio de 1900 e as obras, cujo projecto foi gizado por Augusto Maia Romão, foram concluídas em 1907. E estranho foi que, a exemplo da iniciativa de lançamento da primeira pedra, também não houve qualquer cerimónia inaugural relativa aos novos Paços do Concelho, logo numa terra que uma simples inauguração de um fontenário ou recepção a qualquer ilustre, tinha direito a banda de música e foguetes. Em 1908 fez-se, então a mudança dos antigos para os novos Paços do Concelho, edifício amplo e funcional, com cave e três pisos, que também passou a acolher os serviços do Tribunal Judicial e, mais tarde, todos os serviços da Administração Pública, desde Notariado, Registo Civil e Predial e Finanças. Em meados da década de noventa, com a construção do Palácio de Justiça na zona central da vila, os diversos serviços públicos saíram do espaço municipal, mas o mau estado de conservação do edifício aliado ao acréscimo de novos serviços e responsabilidades tornaram as instalações limitadas e exíguas, obrigando à ampliação e beneficiação total do edifício dos Paços do Concelho.

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