Novo Investimento Recupera Fabrica Consumida pelas Chamas

Perante a situação de catástrofe que se abateu sobre o município, em virtude dos fogos florestais que, nos dias 15 e 16 de Outubro, destruíram cerca de 80% do território concelhio, o Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, voltou hoje a Castelo de Paiva não apenas para participar numa Sessão de Apresentação das “ Medidas para a Recuperação de Empresas Afectadas pelos Incêndios “, mas também para anunciar que os 90 postos de trabalho de uma importante unidade fabril do sector do calçado localizada na Raiva, que havia sido reduzida a cinzas, vão agora integrar um novo investimento privado, contando com incentivos de apoio por parte do Estado.

sex 24 nov, Actualidade

“ Encontrámos rapidamente um empresário com vontade de investir em Castelo de Paiva, que considera que os recursos humanos são qualificados e importantes para o futuro da sua própria empresa e que, assim se comprometeu, com os novos sistemas de incentivos à reposição à actividade económica e atracão de novo investimento”, afirmou o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, sublinhando o empenhamento da autarquia paivense neste processo de recuperação da unidade fabril e de quase uma centena de postos de trabalho, que agora vão ser integrados noutra empresa.
O governante falava aos jornalistas após uma sessão pública em que participou, à qual assistiram os ex-trabalhadores da empresa de calçado “OQ”, destruída pelo incêndio que consumiu perto de 80% do território do concelho de Castelo de Paiva, localizado no extremo norte do distrito de Aveiro, referindo que, o novo investidor Reinaldo Teixeira, um empresário de Felgueiras do sector do calçado, que lidera o Grupo Carité, vai recorrer ao incentivo criado pelo Governo após os incêndios, que prevê uma dotação global de 100 milhões de euros para a reposição da actividade económica, nos territórios mais atingidos por este flagelo, fazendo questão de evidenciar que o Governo não deixará faltar nada para a reconstrução destes territórios de foram duramente afectados.
Referindo-se ao caso concreto de Castelo de Paiva, o Ministro Pedro Marques, que esteve acompanhado do Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, assinalou este investimento no concelho como “um factor crítico para que os empresários e para que as pessoas compreendam” que o Governo não deixará “faltar nada para a reconstrução destes territórios”, lembrando no entanto que, para tal acontecer, é também necessária “a vontade e a alma dos territórios”, destacando o forte empenhamento do município paivense, através do presidente Gonçalo Rocha, neste processo negocial que conduziu com êxito à solução que hoje foi apresentada.
“Nós temos que diferenciar positivamente os territórios do interior e, em particular, aqueles que mais foram afectados pelos incêndios, que têm que ser apoiados na captação de novos investimentos e o Governo não deixará cair estes territórios”, insistiu o governante que não se esqueceu de falar da mobilidade como factor essencial para a dinâmica e sustentabilidade económica da região, reafirmando o compromisso assumido pelo Governo para a conclusão da Variante à EN 222 em Castelo de Paiva, uma obra fundamental que vem sendo reclamada pela edilidade paivense e que permitirá ligar o território ao litoral e à rede de auto-estradas, mantendo que, depois do estudo prévio, avança a elaboração do projecto e a seguir a empreitada.
O presidente da Câmara Municipal louvou o empenhamento do Governo neste processo, evidenciando a atenção que tem sido dada por estes governantes relativamente à situação difícil de Castelo de Paiva, nomeadamente na ajuda para desenvolver estratégias e soluções para reerguer o território, enaltecendo a coragem e a disponibilidade do Grupo Carité e do seu presidente Reinaldo Teixeira para a recuperação da fábrica de calçado destruída na Raiva, deixando uma saudação de esperança e de incentivo às dezenas de trabalhadoras que viram agora, com esta decisão, garantida a recuperação dos seus postos de trabalho.
Para Gonçalo Rocha, o que importa, nesta situação difícil em que vive o concelho, depois dos fogos de Outubro, são as pessoas e a resolução dos seus problemas, porque sem emprego não há futuro, nem qualidade de vida, por isso apostamos tudo na recuperação das empresas afectadas e continuamos a contar com o Governo para nos ajudar neste desafio, tentando ultrapassar as dificuldades que nos condicionam a vontade de fazer mais pelo desenvolvimento do território, recordando a trajectória difícil que o concelho tem tido nas ultimas décadas.
O empresário de Felgueiras que vai investir agora em Castelo de Paiva, poderá aceder ao incentivo à atractividade económica, no valor global de 100 milhões de euros, que hoje foi apresentado pelo Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson Souza, igualmente destinado aos concelhos afectados pelos incêndios de Outubro e do Pinhal Interior, e que contempla três eixos de intervenção no apoio às empresas afectadas, orientados para o sistema de apoios, linhas de crédito e inovação, sendo que, na perspectiva do governante, o essencial é garantir unidades produtivas de sucesso, que assegurem postos de trabalho, dinâmica empresarial e riqueza na regiões, não deixando de aludir à estratégia governativa para potenciar recursos para acudir às zonas mais afectadas, concretizando a reconstrução e promovendo a inovação e novos investimentos.
Nesta sessão, registaram-se ainda, as intervenções de Alexandre Lopes, em representação dos trabalhadores desta unidade fabril, que deverá estar recuperada e a funcionar no final do próximo semestre, assim com o presidente do Grupo Carité, que se mostrou bastante sensibilizado com a situação de tragédia que se abateu sobre o território paivense, evidenciando o envolvimento da CM de Castelo de Paiva para a concretização deste desfecho feliz, mostrando se esperançado que, aproveitando a mão de obra qualificada que está disponível, esta aposta empresarial seja um sucesso.

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