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As inquirições de 1258 referem, pela primeira vez, a localidade da Raiva como " villa honorata ", isto é, com privilégios especiais perante a coroa portuguesa, e pertença de cavaleiros, sendo estes quem fazia a apresentação da igreja. Toda a honra da Raiva aparece, posteriormente, como de D. Gonçalo Viegas, segundo as inquirições de 1290, já citada como " Villa de Rabia ". Em tempos pré - históricos esta zona foi bastante povoada, conforme se depreende da existência de mamoas e de vestígios descobertos no sítio do Monte Grande, não sendo, todavia, possível determinar com segurança as suas datas precisas. Foi depois habitada pelos povos dominadores da Península Ibérica, de que se encontraram numerosos vestígios. Recorde-se que Raiva foi honra e concelho, a que D. Manuel pretendeu dar foral, facto comprovado pelo seu pelourinho, classificado como imóvel de interesse público, desde 11 de Outubro de 1933. A exploração carbonífera marcou esta freguesia que, ainda hoje, no Fôjo, próximo do lugar de Folgoso, apresenta importantes vestígios dos tempos áureos da actividade mineira. Desse tempo, ainda existem o Hospital das Minas, hoje Extensão do Centro de Saúde da Sede do Concelho,  estrutura que recorda os tempos de outrora, quando a indústria extractiva era o expoente da economia local. A tradição popular faz remontar essas antigas pesquisas mineiras ao tempo dos árabes. O Monte de S. Domingos, com quase 500 metros de altitude é, assim, chamado, pelo facto de existir, no cimo do mesmo, uma pequena capela, cujo padroeiro é S. Domingos, um santo muito venerado e que atrai muitos devotos. Deste local, com espaços destinados ao convívio e ao repouso, e onde está localizado um enorme carrilhão, o visitante pode admirar uma das mais belas paisagens sobre o vale do Douro. Os lugares de Midões e Gondarém, próximos do rio (existindo em Midões uma zona de lazer junto ao Rio, bem como um cais para a paragem de embarcações de recreio), têm uma beleza muito característica das aldeias serranas. Em Serradelo fabrica-se, ao nível da doçaria regional, deliciosas iguarias como os doces e o Pão-de-Ló, conhecidos até no estrangeiro.



Foi este lugar um dos primeiros da Terra ou Julgado de Paiva, com boa representação nos documentos que, no século X e XI assinalam o concelho. Uma falsa etimologia quis derivar o nome deste lugar em " pé dorido ".Uma delas, anterior ao século XII é Pedraído ou Petraído, que conservou a toponímia até aos nossos dias como forma estereotipada, que define o território acidentado ou pedregoso entre o Rio Arda na zona oriental, e o pequeno ribeiro de Areja, a oeste, abatendo de todos lados aos vales deste rios e ao Douro. No entanto, na segunda metade do século XI, a designação da Igreja de Santa Eulália do actual lugar era de Pedourido. É de crer, por isso, que o nome de Pedorido seja formado pelos dois elementos, o primeiro dos quais alusivo ao templo ao pé do monte e o segundo à vizinhança do Rio Douro. Pode também, o segundo caso, relacionar-se com a extraordinária riqueza mineralógica da região, onde em tempos muito recuados se explorou o ouro com alguma intensidade. Esta freguesia está incluída na zona carbonífera do Couto Mineiro do Pejão, cuja exploração foi encerrada no final de 1994. As Minas do Pejão começaram a funcionar em 1886 e, ao fim de 108 anos de exploração, foi decretado o seu encerramento por decisão do Governo. É hoje dos lugares mais industrial do Concelho, graças à construção da Zona Industrial de Lavagueiras, com mais de 15 empresas, empregando mais de 500 pessoas.  



É um lugar de relevo acidentado, pouco cultivada e com uma grande mancha florestal, com pequenos núcleos populacionais, dispersos pela sua extensa superfície. As inquirições de 1258 incluem o território deste lugar, ou pelo menos parte dele, na freguesia de Pedorido, mas já em 1320, no arrolamento das paróquias, esta terra aparece já referenciada como S. Pedro do Paraíso, porventura instituída devido à grande distância que as separavam. Os povos antigos, que neste acidentado território marcaram presença definitiva, aproveitaram muito do extraordinário manancial mineralógico existente. Há também vestígios da presença de povos germânicos neste território, nomeadamente em nomes de alguns lugares, como Sabariz e Touriz, que aludem a possíveis " villas " germânicas. Na zona de Carvalho Mau surgiu um núcleo megalítico de grande extensão, tendo sido já objecto de algumas escavações arqueológicas, com três mamoas que provam a passagem de diversos povos por esta região. Desde a doação que Egas Herminges fizera antes da sua morte, em 1133, de metade do seu padroado da Igreja de S. Pedro do Paraíso ao Mosteiro de Paço de Sousa, foi aberto um contencioso entre aquele Mosteiro e a Mitra de Lamego, que havia de durar pelo menos até ao século XVIII. A actividade mineira teve grande expressão nesta freguesia, com a exploração carbonífera na zona do Pejão, onde ainda hoje, são visíveis muitos vestígios daquela actividade, que arrastou muitos trabalhadores e aventureiros a estas paragens.

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