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Sobrado


Os testemunhos mais antigos da sua existência datam do século XI, sendo considerada uma abadia de apresentação do Marquês de Marialva. Este direito de padroado transitou depois para a Coroa Real e desta para a Casa de Bragança, situação que se manteve até 1758. Como reza a tradição, Sobrado teria sido terra natal dos progenitores de Santo António de Lisboa. A lenda diz que Martin de Bulhões, pai de Santo António, queria conquistar D. Teresa Taveira e para o fazer teve de se submeter a duras provas de costumes medievais, tendo ainda de se defrontar com um pretendente à mão de Teresa, que se chamava Dom Fafes. Consta que este duelo, do qual saiu vencedor Martin de Bulhões, realizou-se no local onde se encontra o Marmoiral da Boavista. No centro da Vila, denominado Largo do Conde, está localizada a estátua do primeiro Conde de Castelo de Paiva, chamado Martinho Pinto de Miranda Montenegro, modelada em bronze pelo Mestre Teixeira Lopes, e assente num bonito pedestal de granito, cuja inauguração ocorreu em 1927.


Bairros


O nome original deste lugar é São Miguel de Bairros, em virtude do seu padroeiro. Este lugar tem uma existência muito antiga, conforme se pode ler em documentos que foram surgindo ao longo dos tempos. Sabe-se que, no ano de 989, o abade do Mosteiro de S. Miguel, trocava uma herdade em Várzea, pertencente ao Mosteiro, por outra na rústica Villa de Barius, hoje freguesia de Bairros. Quando se efectuaram nas terras de Paiva as inquirições de 1258, estava a paroquiar a freguesia de Bairros o Padre Pedro Gonçalves e a igreja estavam dependentes do Mosteiro de Vila Boa do Bispo. Toda a paróquia pertencia à Ordem do Hospital e a cavaleiros, excepção feita aos lugares de Fundões e Felgueiras, domínios pertencentes a Rodrigo Flaz. A Quinta da Fisga, com edifício de estilo barroco, e com um grandioso portal e uma vistosa fonte, é o ex-libris desta freguesia, apresentando um dos solares mais típicos da região norte, cuja construção teve início em 1640, e hoje pertencente a Fernanda Salema. Já no século XVIII, a economia da freguesia era suportada pelo cultivo e exploração da vinha, sendo este produto agrícola usado como forma de pagamento e para satisfazer as obrigações paroquiais. Localidade pitoresca que cresce em socalcos, Bairros debruça-se sobre o Rio Paiva, numa paisagem de sonho, onde predomina as culturas da cereja e dos citrinos, para além da vinha de enforcado. Com o Paiva a correr de sul para norte, oferecendo uma beleza incomparável, merece natural referência a zona ribeirinha de Várzea, aproveitada como zona de lazer no período estival. A Ponte da Bateira, na EN 225, situa-se numa das zonas fronteiriças desta freguesia, atravessando o Rio Paiva, na ligação à vizinha freguesia de Travanca e ao concelho de Cinfães.  

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