O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, acompanhado do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, deslocou-se hoje de manhã ao concelho de Castelo de Paiva para formalizar oficialmente o arranque das obras de conclusão da Variante da EN 222, desde a Zona Industrial das Lavagueiras à autoestrada A32, uma empreitada há muito reivindicada pela população local e considerada estratégica para o desenvolvimento deste concelho do extremo norte do distrito de Aveiro.
A cerimónia contou com a presença de membros do Governo e dos autarcas de Castelo de Paiva, Santa Maria da Feira e Gondomar, assinala o início da construção da variante que vai ligar a EN222 na Zona Industrial das Lavagueiras em Pedorido, ao nó de Canedo da A32, melhorando assim, as acessibilidades entre Castelo de Paiva e os principais eixos rodoviários do país.
A obra tem como objectivo aproximar a Área de Acolhimento Empresarial de Lavagueiras da rede nacional de autoestradas, reduzindo os tempos de viagem e reforçando a segurança rodoviária, potenciando mais desenvolvimento e dinâmica económica ao concelho.
Esta intervenção, que vai ser concretizada pela empresa representa um investimento de cerca de 70 milhões de euros e contempla um troço de variante com aproximadamente 10 quilómetros, até ao nó da autoestrada A32, em Canedo, no município de Santa Maria da Feira.
Recorde-se que a conclusão desta ligação rodoviária tem sido uma reivindicação de várias décadas de vários autarcas, empresários e população de Castelo de Paiva, que sempre defenderam esta acessibilidade como essencial para impulsionar a economia local e melhorar a mobilidade no concelho.
A obra da variante à EN222, foi adjudicada à construtora DST por 70,2 milhões de euros, mais de oito milhões de euros abaixo do preço base do concurso público. A obra tem um prazo de execução de 900 dias e visa melhorar a ligação rodoviária da região, oferecendo uma via alternativa entre o nó de Canedo da A32 e a Zona Industrial das Lavagueiras, em Pedorido, atravessando as freguesias de Pedorido (Castelo de Paiva), Canedo (Santa Maria da Feira) e Lomba (Gondomar).
Segundo o presidente da Infraestruturas de Portugal, a variante terá uma extensão máxima de cerca de 10 quilómetros, com uma via em cada sentido e via de lentos em cerca de metade da extensão do troço, e as ligações à rede viária actual serão garantidas através da construção de dois entroncamentos e seis rotundas, sendo que estão também contempladas no projecto, a construção de duas passagens superiores, para assegurar o funcionamento da rede viária, bem como três viadutos (Vale da Cova, Labrecos e Serrinha) e duas pontes (Rio Inha e Ribeiro do Portal ).
O presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva realçou na sua intervenção, a importância desta obra para o concelho, uma reivindicação antiga com mais de 30 anos, uma aspiração que atravessou décadas, destacando este acto oficial como um marco histórico que resulta do empenho e da persistência de sucessivas gerações de autarcas, governantes, entidades e cidadãos que nunca deixaram cair esta reivindicação, nascida com o encerramento das Minas do Pejão em Dezembro de 1994.
Em dia histórico para Castelo de Paiva, Ricardo Cardoso sublinhou que, ao projectar o futuro, a estrada, por si só, não resolverá os problemas do concelho, mas ajudará a transformar o território, e será uma boa oportunidade para atrair empresas, criar emprego, ampliar a zona industrial, aumentar a oferta de habitação e fixar população, transformando Castelo de Paiva num território mais competitivo, evidenciando a sua natural satisfação de ver esta ambição a ser corporizada em obra que finalmente vai entrar em execução.
Durante a cerimónia da assinatura do Auto de Consignação, o chefe do Governo sublinhou a importância desta acessibilidade para o desenvolvimento do concelho e de toda a região, referindo que a nova ligação rodoviária permitirá melhorar significativamente as acessibilidades, reforçar a competitividade do território e aproximar Castelo de Paiva dos principais eixos rodoviários nacionais e internacionais.
Falando no reforço da coesão territorial e promoção da competitividade económica, Luís Montenegro destacou a obra como porta de entrada da região e representa um investimento estratégico, contribuindo para reduzir tempos de viagem, aumentar a segurança rodoviária e criar melhores condições para a atracção de empresas, investimento e emprego, ligando de forma mais eficiente o concelho ao restante país e também ao estrangeiro.