Limpeza Obrigatória de Terrenos Florestais

A Câmara Municipal de Castelo de Paiva está a promover uma “ campanha de esclarecimento e sensibilização “ orientada para as regras e as normas aplicáveis à obrigatoriedade da limpeza da floresta em redor das edificações, sempre na certeza de que, para o Vereador do Pelouro do Ambiente, António Rodrigues, a protecção começa numa boa prevenção, esperando que, esta informação agora disponibilizada sobre as regras das “ faixas de protecção “ possa chegar aos proprietários, produtores florestais e toda a população em geral.

 

qui 15 fev, Ambiente

Trata-se de uma iniciativa orientada para alertar e prevenir, mas ao mesmo tempo, incentivar o gosto de preservar a natureza e promover uma consciência mais ecológica, com a particularidade de se evidenciar os melhores conselhos, práticas e posturas para proteger vidas e habitações, ao mesmo tempo salvaguardar a floresta como património inestimável e factor de desenvolvimento económico.

Para o vice presidente da autarquia paivense António Rodrigues, que detém o Pelouro do Ambiente, estas iniciativas revestem de grande interesse e oportunidade, até porque, é urgente que, para além do reforço das acções de prevenção dos incêndios florestais, as pessoas se mentalizem do interesse de uma estratégia nacional que, no caso dos fogos florestais, se aposte na defesa de pessoas e bens, assim como na forma decisiva e inequívoca no reordenamento florestal e na revitalização económica e social.

Sob o lema “ Mais do que uma obrigação, um dever, limpe os seus terrenos “, esta campanha da edilidade paivense, que está ser feita porta a porta, via CTT, e junto das escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico dois dois agrupamentos escolares existentes no concelho, incide na obrigatoriedade de, até ao próximo dia 15 de Março, se concretizar limpezas em terrenos em 50 metros à volta das habitações / edificações, sempre que esse esses terrenos estejam ocupados por floresta, matos ou pastagens naturais e numa faixa não inferior a 10 metros quando a área em causa possa abranger apenas outras ocupações de espaço rural e aponta os 10 passos para defender as habitações em caso de incêndio florestal.

Reconhecer o problema, definir a faixa de gestão de combustíveis, reduzir a vegetação mais inflamável, manter a faixa limpa, limpar a cobertura e outras estruturas da casa, faixa de pavimento não inflamável, acessos desobstruídos, manter a faixa limpa, segurança em casa e estar preparado para um incêndio, são os passos que merecem especial enfoque no folheto informativo que os serviços da Protecção Civil Municipal estão a distribuir pela população

O responsável pelo Pelouro do Ambiente realça o papel das crianças nesta campanha, referindo que, também elas viveram o drama da tragédia dos incêndios florestais em Outubro passado, podendo agora servir como factor de sensibilização junto dos pais e familiares mais directos, procurando abranger-se os agentes económicos e muitos proprietários que, no concelho, se dedicam à actividade da exploração florestal.

Ainda recentemente, o edil Gonçalo Rocha louvou a oportunidade destas iniciativas, e destacou o interesse desta acção, não deixando de reconhecer a importância e contributos da floresta como fonte de oxigénio e matérias-primas e, ao mesmo tempo, evidenciar a necessidade de promover, cada vez, uma atitude preventiva e uma mudança de comportamentos face aos elementos naturais, sempre tendo em conta a preservação ambiental e os cuidados que se deve ter para manter uma natureza mais saudável e apetecível.

Esta Acção de Sensibilização vai permitir assim, alertar para os factores de risco, para os cuidados que se deve ter na limpeza de matos e ervas junto à habitações e que também se deve ter ao nível da protecção florestal e no interesse económico da actividade florestal para as populações aos mais diversos níveis, recordando a propósito da temática dos incêndios florestais e suas consequências que, a intervenção humana, nomeadamente, através da má gestão dos povoamentos florestais, de práticas agrícolas incorrectas e de atitudes negligentes ou mesmo intencionais, têm feito aumentar drasticamente a frequência de incêndios, pondo em causa a regeneração das florestas, e a protecção dos próprios cidadãos e seus bens.

Ainda recentemente, foi concretizada no concelho, uma jornada de reflorestação na Serra de S. Domingos, com o objectivo de plantar mais de uma centena de árvores, procurando assim, minimizar os estragos em termos de impacto ambiental, ocasionados pela terrível tragédia do incêndio de 15 de Outubro nesta zona emblemática do território concelhio.

Na ocasião, o movimento solidário que promoveu a iniciativa realçou a importância desta acção, como forma de contributo para ajudar Castelo de Paiva a renascer das cinzas, ajudando a reflorestar uma terra que viu mais de 60% da sua área geográfica destruída pelo fogo, sendo que, neste particular, o objectivo é dar uma nova imagem à Serra de S. Domingos, local emblemático do concelho e de grande potencial turístico.

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